Viva e deixe viver...

Viver é como estar constantemente no "país das maravilhas", por isso estou sempre no limite da razão, porque a vida é bela, insana e incerta, e como diria um cantor: " depende de como você a vê..."

domingo, 31 de outubro de 2010

Tropa de Elite II


Essa semana que passou, assisti ao tão esperado “Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro”, como boa telespectadora do gênero, esperava muita ação, muito sangue, muita cena do ‘saco’..heheh, no entanto me deparei com um filme não tão cheio de ação como no primeiro Tropa de Elite, mas igualmente um soco no estômago, um tapa na cara do comodismo.
Em “Tropa de Elite 2 – O inimigo agora é outro”, o Capitão Nascimento, agora Coronel e Comandante do BOPE, retorna com a sua tropa de elite, pra mostrar que o problema do tráfico e da violência está na corrupção, no berço da pretensa democracia brasileira, começa lá no poder e vem descendo para as camadas baixas como em uma pirâmide.
O filme é mais do que apenas violência generalizada, ele vem pra mostrar a politicagem, os políticos fichas sujas e a realidade de uma sociedade onde a corrupção cresce e se alimenta. Essa critica a essa politicagem, me fez lembrar o discurso de uma Deputada do PDT, que dentre outras coisas, proclamou aos berros que a corrupção já não é mais um problema aqui e outro ali, esta no sangue do brasileiro
A caracterização de alguns personagens é tão perfeita que soa quase cômica (como a caracterização que refletia os apresentadores de programas sensacionalistas), mas é um cômico que te traz a sensação de desconforto, por ser real.
Também retrata a atuação de um tipo especifico de ativista em prol dos Direitos Humanos, cujo trabalho é louvável, mas a percepção da justiça fica a desejar. É fato que na luta pelos Direitos Humanos, alguns esquecem que humanos significa todos que estão incluídos nessa espécie. Porque muitas vezes a impressão que se tem é de que são dois pesos e duas medidas, sempre.
No filme, eles estão sempre contra a polícia e a favor do bandido. Dar tiro em criança, estuprar mulher, matar rival dentro de cadeia, isso pode. Agora, um policial fazer o seu trabalho e atirar no bandido pra libertar o refém, não pode, porque isso “é chacina, massacre, é limpeza étnica e social” nas palavras do ativista em questão.
É claro que no filme, o Capitão Matias atirou no dito cujo após a situação estar ‘resolvida’, mas como disse o Coronel Nascimento, “ele fez o que aprendeu no BOPE, matou o bandido pra libertar o refém”.
O filme é ficção, mas talvez seja um caso em que o vídeo imita a vida. Porque no Brasil, bandido não pode morrer pelas mãos de policial que os Direitos Humanos protestam, fazem passeatas, clamam por justiça, dizem que a policia abusa de seu poder, agora se um policial morre pela mão de bandido, ninguém se levanta pra protestar. A impressão que fica é a de que não são mortes iguais.
Bom, o filme vem dialogar com questões que todos têm conhecimento: o fato de que a política brasileira é corrompida, que 95% dos deputados deveriam estar na cadeia, aliás, isso é fato, notório e indiscutível.
O sistema alimenta a violência e a violência alimenta o sistema. E aí vem a reflexão do Capitão Nascimento: já pensou se a Tropa de Elite trabalhasse deputado corrupto como trabalha traficante no morro?
Afinal qual a diferença entre um corrupto e um traficante? Ambos são bandidos, ambos corrompem a sociedade, a ação de ambos implica em mortes, tráfico e violência, e de certa forma até trabalham juntos, já que a ação de um decorre da ação do outro (quase sempre).
Mas o pior de tudo, o mais desconfortável é o fato de que o maior problema somos nós, todo o resto da população brasileira que deixa tudo isso acontecer.
Já dizia Martin Luther King “O que me preocupa não é o grito dos violentos, é o silêncio dos bons” porque o mundo é um lugar perigoso de se viver não por causa dos que fazem o mal, mas por causa dos que vêem e deixam o mal acontecer.
Após sair do filme, só resta a vergonha alheia e sensação de que é preciso fazer algo e fazer já, porque esse país tem que mudar.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pão e Circo

Desde de toda bagunça que ocorreu devido aos escândalos envolvendo o ex - governador de Brasília, que nós, brasilienses, a cada dia mais perto das eleições nos sentimos presos em um loop temporal.
Com as candidaturas que nos foram apresentadas, resta pouca ou nenhuma escolha, pois nas duas chapas mais fortes há nomes que envergonham a politica nacional. A impressão que fica é que estamos vivendo tudo de novo, repetidas vezes.
No entanto, hoje Brasília adentra num novo cenário político, pois ontem saiu uma matéria em um jornal da cidade, informando sobre a impugnação da candidatura do então candidato e ex - governador de Brasília, Joaquim Roriz.
Muitos Brasilienses, incluindo eu, consideraram essa impugnação uma vitória, pois já é hora de mudar, de não deixar que a política do pão, leite e lote, nos transforme em marionetes de voto.
Por outro lado, ficamos limitados a apenas um candidato que desagradou muitos do que defendiam sua bandeira, por se aliar com partidos que trazem candidatos que fazem parte da decadência da política.
Há muito tempo que não há uma política decente não só em Brasília, mas no Brasil. É triste ver que o exercicio democrático não passa de "Pão e Circo"!

sábado, 31 de julho de 2010

Só por hoje

Hoje acordei com essa música na cabeça, e ela é um retrato de tudo o que eu estou sentindo hj. Pq hj eu ja sei que sou tudo o q preciso ser, não preciso me desculpar por isso e nem convencer a ninguém...

"Só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu espero conseguir, aceitar o que passou e o que vir, só por hoje vou me lembrar que sou feliz;
Hoje eu já sei que sou tudo o que preciso ser, não preciso me desculpar e nem te convencer;
O mundo é radical, não sei onde estou indo, só sei que não estou perdido, aprendi um dia de cada vez;
Só por hoje eu não vou me machucar, só por hoje eu não quero me esquecer, que há algumas pouco vinte quatro horas eu quase joguei minha vida inteira fora;
Não, não, não, não, viver é uma dádiva fatal, no fim das contas ninguém sai vivo daqui, mas vamos com calma!
Só por hoje eu não quero mais chorar, só por hoje eu não vou me destruir e posso até ficar triste se eu quiser, é só por hoje, ao menos isso eu aprendi." Legião Urbana

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Omissão

Andei pensando, acho que me tornei alguém que tem omitido muitas coisas....

Omitir, segundo o dicionário da língua portuguesa, significa deixar, voluntária ou involuntariamente, de dizer ou fazer qualquer coisa que era de seu dever ou obrigação.
Sinto - me à deriva, como se o vento do tempo me tivesse soprado pra tão longe, que já não é possível voltar.
Infelizmente o relógio só trabalha no sentido horário, do contrário, seria tudo tão fácil... era só atrasar os ponteiros e consertar... aceitar aquele convite pra sair, evitar aquela briga, dizer àquela pessoa o quanto é especial, antes que ela se vá.
E por mais que a minha pobre lógica, ainda, insista que é mais fácil dizer a alguém o quanto o ama do que fingir que não o ama; que é mais fácil dizer o que não me agrada em uma pessoa, do que fingir que tudo nela é perfeito, infelizmente fazê-lo é dificil, muito dificil. Como diria um sábio filósofo, eu sou "humana, demasiada humana".
O ser humano é muito dificil de entender, é um bicho estranho, muito estranho. Decidimos por conta e risco que deveríamos omitir pensamentos, palavras e ações, e estranhamente isso se adaptou ao coletivo.
E agora tudo fica tão confuso quando as pessoas não dizem o que pensam, quando elas se abstêm de agir.
Acho que não sei quem sou, só sei que não quero continuar sendo omissa.
Quero aceitar todos os convites que receber, evitar todas as brigas que eu puder e reavaliar todas as decisões que eu tomei, principalmente àquelas que me fazem sofrer.
Talvez tenha chegado a hora de rever conceitos antigos, abandonar o que é velho e abrir espaço para o novo.

Talvez seja o meu tempo de mudar... afinal de contas a partir do aniversário é um novo ano...
E essas são apenas minhas resoluções de ano novo!!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Mundo Bizarro

Hoje acordei e o mundo parecia tão diferente. Não vi o mundo mudar, aconteceu enquanto dormia, mas não gosto do mundo como ele está hoje, é tão frio e sombrio.
Queria poder olhar de novo para as pessoas e acreditar que tudo está como deveria estar, cada coisa em seu lugar, no entanto, tudo que vejo, que sinto é que o mundo mudou, que o meu pequeno e perfeito mundo mudou.
A minha forma de enxergar as pessoas e as coisas mudou tão significativamente que nem sinto mais como se fosse eu mesma.
Eu não vejo beleza, não vejo mais bondade nas pessoas, todas parecem tão prontas a rir do seu tropeço, a te julgarem por seus erros.
É como se houvesse uma platéia esperando você cair...
Quando se escolhe o próprio caminho, as próprias regras tudo pesa em dobro.