Viva e deixe viver...

Viver é como estar constantemente no "país das maravilhas", por isso estou sempre no limite da razão, porque a vida é bela, insana e incerta, e como diria um cantor: " depende de como você a vê..."

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

..::A experiência de ir ao Rock in Rio::..

Ir a um Rock in Rio é exatamente o tipo de experiência que eu sempre quis ter, assim como o fato de que sempre quis fazer psicologia e de que um dia eu espero ir a França... 
Eu sempre soube que uma das coisas que faria na vida seria ir a esse evento, e mais: que seria para ver o Guns n' Roses. Não que eu seja super fã ou sei lá o que. Apenas desde que me entendo por gente e que tenho tal desejo, ele sempre foi acompanhado da imagem do Guns. 
Eu demorei a crescer e o Guns que conhecia e amava (coisa de adolescente) se desfez, o grupo de ouro da década de 90 já não era o mesmo, o Axl demorou 16 anos para lançar um CD novo e quando o fez, foi uma P*¨#$%*& de CD. Sim, essa é minha opinião sincera de fã sobre o Chinese Democracy
Mas ainda assim o desejo ficou ali, recalcado, achando a ideia até meio absurda, mas aparecendo de vez em quando pra mostrar que continuava presente, assim como toda ideia recalcada faz.
Eis que anunciam que o Rock in Rio voltou para o lugar que é de direito: O Rio de Janeiro! (pausa dramática... porque "o Rio de Janeiro continua lindo....") e anunciaram que o Guns ia tocar.
Eu decidi quer iria, mesmo sem terem anunciado quais bandas iriam tocar no dia deles, eu iria. E minha única esperança era que eles tocassem Sweet child o' mine não importava que o Axl estivesse velho, gordo e fosse agora apenas a sombra patética daquilo que já foi um dia. Era mais do que desejo, agora era uma necessidade.
A venda dos ingressos seria liberada 00:00 e neste bat-horário, eu estava lá aguardando. Comprei. Demorou tanto a chegar o dia que fui desanimando, mas a ideia ainda resistia em mim.
No dia da viagem, quando cheguei ao aeroporto de repente a verdade me invadiu: Sim, eu estava indo para o Rio de Janeiro - vulgo Cidade Maravilhosa, para o RockinRio e ver o Guns n' Rose tocar. 
No dia do evento cheguei cedo e a felicidade não cabia em mim, os ingressos estavam a mão e tudo que faltava era o show começar...

Nem a fila, nem o sol quente, nada me desanimava, eu estava no Rock in Rio! Quando os portões se abriram foi só alegria, quando entrei fui para a Rock Street. Confesso que a ideia de um lugar com músicos de rua e muito jazz me agradava, porém não foi como eu imaginei, o local era bonitinho, mas só. 
As bandas me surpreenderam, achei dez a Rock Family e o cara da guitarra alucinava. Tanto que só pensava em gravar para trazer para o meu pai ver, e foi o que eu fiz. 


Depois de dar uma volta pela Rockstreet foi a vez de ir ao palco, ver onde seriam os shows e arrumar um lugar bom para ficar...

Cansada das filas e de andar, sentamos até os shows do palco mundo começarem. Primeiro Show foi Detonautas, confesso que sempre tive preconceito, achava muito boyband no começo e nunca acompanhei, tolice minha, o show foi fantástico, rolou até um Raul que é sempre válido homenagear.  
Entrou a Pitty e me peguei gostando do show, depois Evanescence e tava imensamente feliz de estar ali. System of a down chegou e arrepiou a galera, fizeram um baita show, o mais longo eu diria. E cada vez mais estava perto da então esperada apresentação.
A chuva começou a cair na cidade do Rock, que sorte que eu tinha comprado a capa de chuva fuleira, que ainda assim me salvou do encharcamento total. Passou a meia hora que levava para a entrada dos artistas e o Axl não entrou, todo mundo molhado, cansado, aguardando um show que parecia levar a eternidade para acontecer. Levou muito tempo e as pessoas começavam a ficar irritadas... A qualquer momento eu via a cena de alguém dizer que o Guns não iria tocar e o a galera avançar no palco e quebrar tudo, faltava muito pouco pra isso. 
Até que horas depois, o som começou e ouvimos a voz do Axl, a galera vibrou, mas foi só metade, pois a grande maioria ainda estava puta da vida com o atraso e o fato de estarmos molhados, muito molhados. 



E então a segunda música veio e ele cantou Welcome To The Jungle e considerando que faltou muito pouco para aquilo virar a selva, foi uma escolha acertada, tínhamos feito as pazes com o Axl. Ele intercalou músicas do novo CD com os antigos sucessos. 
E então, eis que escuto o solo perfeito e naquele momento, pra mim pouco importava que a voz estivesse tão distante daquilo que já foi um dia, que o Axl estivesse velho e estranho, que não aguentasse cantar mais de duas músicas seguidas. Ao ouvir Sweet Child o' Mine não deu pra segurar nem a vontade de pular, de gritar e nem mesmo a lágrima que desceu. Chorei mesmo #prontofalei!
Pra mim o RockinRio já tinha sido válido!


Foi uma experiência surreal! Fiz algo que sempre disse que faria, não saiu como esperado, faltou o Slash pra ficar perfeito, mas mesmo assim, saí de lá com a alma mais leve!

sexta-feira, 25 de março de 2011

"Quem é vc agora?"

Adoro ler blogs, não tenho lá muita paciencia pra postar, mas quando dá na telha eu posto.
Em um blog que eu gosto muito de ler: o Fake_doll , a blogueira postou um questionário, falando sobre ela, achei interessante, porque me lembrou muito daquela música do Oswaldo Montenegro "A lista".
Em especial um trecho ficou repetindo na minha cabeça... "Onde você ainda se reconhece, na foto passada ou no espelho de agora? Hoje é do jeito que achou que seria". Fiquei pensando cá com meus botões, qual distância eu percorri entre a foto passada e o espelho de agora?
Por isso decidi responder ao questionário... quem sabe não descubro a resposta...
Eu sou... teimosa, reservada, impulsiva e bipolar...rs (ou tripolar... vai saber)
Eu quero ser... Não sei. Nunca tive um referencial de quem eu queria me tornar, embora sempre soube quem não queria ser... uma pessoa medíocre, mediana... isso não quero ser.
Na minha casa... é onde está o meu quarto - minha fortaleza e meu refúgio.
Eu encano com... minha sensibilidade... detesto mostrar fraqueza.
E acredito em... Nas minhas próprias leis.
Tenho medo de... o tempo passar e eu descobrir que não sou o bastante pra mim mesma.
Acho graça em... tudo. sorrio por qualquer besteira em nível elevado...
Choro com... filmes, seja drama, romance, comédia (é eu choro de rir)... mas sou incapaz de chorar por coisas que me afetam, acho q nisso sou parecida com a blogueira q primeiro postou... "o que dói de verdade, eu guardo dentro da minha cabeça".
Não vivo sem... ainda não descobri algo sem o qual eu não possa viver.
Tenho mania de... estar em movimento. mesmo quando preciso ficar sentada e quieta, o pé sempre esta batendo, ou a caneta na mão se mexendo.
Meus três melhores amigos são... boa pergunta.
Eu tenho como heróis... qualquer um que faça a diferença, que seja a voz solitária no meio da multidão.
Meu sex symbol... dificil responder essa... gosto de homens reais com todos os seus defeitos e qualidades a mostra.
O amor é... uma ilusão.
Meu livro de cabeceira é... Tenho tantos... talvez "O Talismã" Stephen King.
Meu vinil preferido é... "Use your Illusion I e II" Guns N' Roses
Meu sapato favorito é... Chinelo, adoro estar confortável.
No meu armário não falta... Branco... muitas blusas brancas; saias e vestidos.
Minha balada preferida... aquela na qual eu me divirto... sem preferências, o que conta são as pessoas que compartilham do momento comigo.
Minha luta é... Seguir em frente, sempre e sempre...meio que um dia de cada vez.
Meu maior fora foi... Perdi as contas. To sempre caindo, dizendo besteiras e por aí vai.
Minha bola dentro... sempre seguir em frente, independente de qualquer coisa.
As pessoas acham que... sou estranha, convencidade e metida a intelectual.
Mas eu juro... que não sou convencida e metida.. intelectual talvez um pouco.
O que eu mais ouço... as pessoas me dizendo que eu preciso de outras pessoas além de mim mesma.
Eu me sinto livre... Escutando música e dirigindo em alta velocidade.
Rezo por/para... Não rezo.
Meu ponto fraco... minha família
Meu grande charme... As pessoas acham que sou misteriosa, que sou diferente.. como diria Renato Russo "o maior mistério é não haver mistério algum", mas isso acaba me conferindo um pouco de charme.
No chuveiro, eu canto... Nadinha... não canto nem no chuveiro.
De madrugada, eu... Leio e converso no msn, como diria um amigo meu... Víciooooooooo.
Meu meio de transporte é... Carro
Eu tenho ilusão de... estar sempre caindo, em direção ao nada...
Se alguém disser que eu serei presidente... Não tenho a menor idéia de como cheguei lá...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Sobre Meninos e Lobos


Quando iniciei a faculdade assisti a muito filmes interessantes que eu não assistiria se fosse por escolha própria, simplesmente porque ao sentar num sofá para assistir um filme, o fazemos para aliviar um pouco a tensão.
E bem, "Sobre meninos e lobos" é o oposto de aliviar a tensão, é um filme muito tenso, very, very... é daqueles que pesa no coração depois que você termina de assistir, mas é um filme brilhante e sensacional.
O Começo do filme traz uma cena bem típica, três garotos brincando, ou melhor, aprontando na vizinhança, porém logo de cara um acontecimento muda a vida de um deles e afeta a dos outros dois.
Jimmy, Sean e Dave, são três amigos que vivem em um bairro no suburbio de Boston e tem suas vidas separadas, quando Dave é raptado por dois homens que se passam por policiais ao verem as crianças aprontando na rua, os censura e solicita que Dave entre no carro para que eles conversem com sua familia, no entanto os dois homens na verdade são pedófilos que sequestram Dave e o mantem em cativeiro. Dave é abusado sexualmente durante quatro dias, até conseguir escapar da mão de seus raptores.
Após esse começo tenso, a história torna-se passado, e os três garotos, agora homens, seguem suas vidas de forma distintas.
Jimmy (Sean Penn), torna-se um comerciante local com ligações mafiosas, Sean (Kevin Bacon) se torna um agente do FBI e Dave (Tim Robbins - sempre em atuações perfeitas), o menino abusado sexualmente, cuja experiência traumatica o acompanha, se torna um adulto quieto e recatado, esses três garotos cuja amizade foi brutalmente interrompida, tinham perdido contato após os acontecimentos, porém um evento trágico faz com que seus caminhos novamente se cruzem.
A filha de 19 anos de Jimmy é brutalmente assassinada, o detetive Sean e seu parceiro entram no caso, paralelamente a máfia local - comandada por Jimmy- incia sua propria investigação para agarrar o culpado antes da polícia.
A partir daí, uma sucessão de fatos, faz com que a vida deles seja revirada, abrindo feridas antigas e entrelaçando destinos.
O filme aborda os traumas, a desconfiança, os medos, o egoísmo, a impotência, a dor e o ódio e o amor enquanto catalizadores.
Aliás diga- se de passagem que o título caiu perfeitamente no filme, pois é precisamente uma história sobre meninos e lobos, o que até me lembra uma frase de Thomas Hobbies: "o homem é o lobo do homem", é o único animal que destrói a própria espécie.
No filme é tudo muito verdadeiro, forte e cru, a história chama a atenção para as escolhas, as possibilidades da vida e para o fato de que uma pequena decisão pode mudar toda a sua vida.
Trata claramente de como um trauma de infância pode afetar a sua vida e daqueles que estão ao seu redor.
Nesse contexto, vale a pena reprisar a fala do personagem de Kevin Bacon, quando ele diz que "naquele dia, nós três entramos naquele carro". Gosto de como soa verdadeiro isso, pois de alguma forma aquilo afetou não só a Dave, mas a vida de Sean e Jimmy também. É inevitável não pensar, no que aconteceria se fosse Sean ou Jimmy que entrasse naquele carro, como isso afetaria as suas vidas, como eles lidariam com a situação.
Esse filme é forte e reforça a nossa impotêcia diante da maldade humana, trazendo-nos questões relacionadas a subjetividade, mostrando o mundo interno de cada individuo, seus sentimentos, pensamentos e emoções.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Geração Prozac

Geração Prozac é um desses filmes muito interessante e altamente recomendável. Baseado num best - seller americano "Prozac Nation" da escritora Elizabeth Wurtzel, ele conta a história de uma "crise depressiva" da personagem/autora do livro.
O filme é narrado em primeira pessoa, pela própria personagem, apresentando seu universo, tal como ela o sente.
Elizabeth, ou "Lizzie", é uma escritora, que está indo para a Universidade de Havard. No decorrer do filme, nos é apresentado alguns traços da vida de Lizzie e de sua personalidade, que nos ajudam a entender seu mundo, tais como: ela tem uma relação conflituosa com a mãe, que, diga-se de passagem, quer consertar os erros através da filha. Essa relação conflituosa decorre da relação conturbada mãe - pai. Dado interessante: o pai as abandonou e a mãe sentia ciúme da filha.
Lizzie tem uma relação condescedente com o pai, ainda que este o tenha abandonado quando pequena e que raramente a procurasse, no instante que ele o faz, toda a dor dela desaparece, porque naquele momento só o que importa é o pai.
Na universidade ela começa a usar drogas recorrentemente e tem uma vida sexual um pouco promiscua, para os padrões da época.
Lizzie é uma escritora, uma excelente escritora, ela ganha um prêmio na universidade por um artigo, sendo inclusive convidada para escrever para uma revista de renome.
Um dado interessante sobre sua capacidade de escrever, é o porque dela escrever. Quando ela escreve, ela o faz com a intenção de escapar dos demônios em sua cabeça. Numa cena muito intrigante, aliás, bélissima atuação de Christina Ricci, Lizzie tem uma crise violenta de depressão, em que ela passa dias sem dormir, simplesmente porque nada que ela escreve parece bom o suficiente, e ela tenta desesperadamente voltar a perfeição de sua escrita, porque só a sua escrita pode salvá-la, um amigo a tenta ajudar, fazê-la voltar a razão, mas ela surta, então ele a leva a um consultório psiquiatrico.
Nesse momento, o telespectador passa a compreender o processo de Lizzie, para ela o mundo parece se desprender, como uma imagem desfocada e sem som. Quando ela esta exausta, quando o mundo a oprimi, ela quer contar para o mundo como se sente, mas ela não consegue escrever, e as pessoas não a entendem, e isso só faz piorar a sua loucura interior.
Durante a terapia, ela fala sobre a sua necessidade de escrever, sobre o fato de que ninguem a entende, simplesmente porque ninguem saber como é ser ela. Em palavras da personagem "a maioria das pessoas se cortam, colocam um curativo e seguem em frente, eu continuo sangrando", para ela "gradualmente e de repente" é como a depressão chega.
A psiquiatra que a atende, passa pra ela o Prozac, daí o nome do filme, um remédio que a deixa confortável, mas a torna alguém que ela não é. O remédio serve para controlar a depressão quimica que causa um transtorno de humor, aliviando suas "crises depressivas".
Digo, "crise depressiva" assim mesmo com aspas e tudo, porque muito embora o filme traga o diagnóstico de Lizzie como um Transtorno de Humor, no decorrer do filme é possível pensar nesse diagnóstico de forma diferenciada, como talvez um Transtorno de Personalidade Borderline.
Explico, de forma bem simplória, o Borderline é uma psicopatologia de fronteira, ele está no limiar, entre a Psicose e a Neurose, é, portanto, um transtorno de limite que tem como caracteristicas: o medo de ser abandonado, seja ele real ou imaginário, uma necessidade constante de não estar sozinha, problemas de auto - imagem e de afetividade, volatilidade de humor muito peculiar, cujas oscilações vão do nada ao tudo em poucos minutos.
No fílme é comum ver essas oscilações de humor vindas de Lizzie, seja na sua relação com a mãe, em que durante uma briga ela externa sua raiva de forma intensa e uma angústia sem limite de forma extremamente bipolar, culpando a mãe num segundo e implorando seu perdão no segundo seguinte.
Suas relações são extremas, não só com as pessoas, mas com o mundo que a cerca, para Lizzie a culpa e/ou salvação de seus problemas está sempre no outro, é o outro quem dá o contorno de si mesma.
Isso é bem visivel no filme, seja na relação com a mãe, que por mais conturbada possivel, é para ela que Lizzie sempre pode voltar, ou na relação doentia com o namorado, o qual se torna seu objeto de investimento, aliás, característica marcante do Border, ele investe de tal maneira no objeto que este não pode falhar.
Lizzie ama demais, sofre demais, tem baixa tolerância a frustração, não tem limite. Seus feitos são sempre extremos, mas seus erros são catastróficos, tem ambivalência em demasia:
ela agride, ela se sente culpada, ela quer e ao mesmo tempo não quer. Sua depressão é reativa, não de tristeza, mas de raiva, ela é hostil com as pessoas, pois essa hostilidade é a forma que ela encontrou de encarar a vida.
Ela tem dificuldade de se perceber, ela não consegue se ver como um ser pertencente, não se sente comum, normal, há um distanciamento da realidade objetiva e concreta. Além disso, ela oscila muito entre ser super e nada.
Lizzie sente um medo desmedido de rejeição, então ela mantém as pessoas afastadas dela e ao mesmo tempo ela não pode ficar sozinha, então ela investe, investe e investe na pessoa, pra que não importa o que ela faça, ela seja sempre compreendida, porque ela precisa desesperadamente do outro.
Há uma cena que acho particularmente brilhante, não tanto pela cena, mas pela frase dita por uma amiga de Lizzie, e por tudo que essa frase significa, todo o peso que ela carrega, aquela coisa de verdades não ditas, sabe?!
Na cena em questão, elas estão num café, e a amiga tenta conversar, tornar o clima mais leve, Lizzie no auge da sua arrogância ou de seu surto, começa a ridicularizar a amiga, dizendo que ela não pode entender porque ela não sabe sentir como ela, a amiga cansada da humilhação acumulada por um longo tempo, apenas diz: "Deve doer ser você!"
Lizzie retorna a terapia e sua recuperação é lenta e da mesma forma que ela desmoronou, ela retorna "gradualmente e de repente".
Filme na categoria: J'adore!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

O Talismã e A Casa Negra

Como todas as pessoas do mundo, tenho preferências por livros e escritores, leio quase tudo que me apresentam de outdoor à Bíblia, e isso se deve ao fato de que eu amo as palavras, simplesmente porque elas me fascinam.
Tenho alguns (muitos) livros, vou sempre a feiras de livros, sebos e livrarias e faço algumas aquisições.... possuo mais livros do que lugar para guardá-los, e leio e releio quantas vezes me der na telha;
Sim, já cheguei a ler o mesmo livro uma dezena de vezes, só por ler... "O Talismã" e sua sequência "A Casa Negra", são dois desses livros que sempre eu me pego folheando, mesmo eu conhecendo a história de trás pras frente.
Sou sempre suspeita ao falar de Stephen King, pois já li quase tudo o que publicou, tenho uma coleção de livros dele que ocupa algumas prateleiras da minha estante de livros (que diga-se de passagem não aguenta mais o peso de livro algum).
A verdade é que minha relação com os livros do autor é visceral!E com esses dois é mais especial ainda, por que? Porque foi o primeiro dele que li, foi o livro que me introduziu ao mundo do King. Quem conhece o estilo muito peculiar do autor, sabe que esses dois livros não tem absolutamente nada a ver com o estilo dele...hahahah
Mas você consegue sentir a mão do King em toda história, é a união do mundo fantástico do Straub com os personagens marcantes de King.
"O Talismã" é a história de um garotinho em busca da salvação de sua mãe, a história se passa no nosso mundo e num mundo paralelo, onde ele enfrenta perigos e participa de aventuras, mas é mais que isso, é uma história sobre valores, sobre comprometimento.
Nesse primeiro livro, King e Straub, apresentam o mundo nu e cru, com situação tão aflitivas para uma criança que nos fazem sofrer juntamente com o personagem e torcer por ele. A história traz o crescimento do personagem diante das situações enfrentadas, ele sai garoto de seu ponto de partida e retorna crescido, mas não tão crescido, porque como disse King: por ser a história de um garoto, ela deve terminar aqui, enquanto ele ainda é um garoto ( ou algo do tipo).
Já "A Casa Negra", aliás, curiosidade, foi escrita uns 18 anos depois de "O Talismã", e traz Jack, personagem do livro, já adulto. Esse é um livro pesado, que traz a maldade do ser humano, que despedaça vidas;
Penso que a soma do universo de Straub e os personagens marcantes de King deu muito certo, suscita em nós os sentimentos mais controversos possíveis, personagens que amamos e odiamos de forma tão intensa que a vontade é de entrar no livro e fazer algo!
Outra coisa legal dos livros do King, é que os personagens se repetem em outros livros dele e sempre de forma coerente;
Na minha opinião vale sempre a pena ler.
Dou nota máxima pra esses dois livros!