Viva e deixe viver...

Viver é como estar constantemente no "país das maravilhas", por isso estou sempre no limite da razão, porque a vida é bela, insana e incerta, e como diria um cantor: " depende de como você a vê..."

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Curitiba

No fim do ano passado, tive a oportunidade de conhecer Curitiba. Sou apaixonada pelo sul do Brasil, acho o clima lindo e sou encantada com as cidades. Não conhecia Curitiba, mas saiu concurso para minha área no Tribunal de Justiça do Paraná e me inscrevi para ter noção de como era os concursos fora de Brasília (porque aqui em Brasília o que faz a economia girar são os concurseiros de plantão, por isso o nível é sempre tão alto. Aqui a neura é tão grande que existem faculdades de concurso). 
Nisso juntei o útil ao agradável! Fui dar um pulo em Curitiba, numa viagem de final de semana. Sim, curta assim!
Apesar de curta, minha saga foi longa. Começou que meu voo era muito cedo no sábado e enrolei tanto que saí de casa já atrasada, indo para o aeroporto meu irmão fechou um cara que bateu no alambrado da rodovia. Na realidade, não foi exatamente culpa do meu irmão, o cara estava no celular e assustou quando viu alguém de repente na frente dele, enfim, depois de uma discussão e troca de números de celular. Fomos para o aeroporto, chegando lá, encontramos o caos.
Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek
07/12/2013
Gente, juro que nunca vi o aeroporto do jeito que estava nesse dia, e eu atrasada né! Estava muito longe ainda de despachar a bagagem quando escutei a moça chamando os passageiros do meu voo, segui-a para despachar a bagagem, o voo estava na última chamada e como o aeroporto estava reformando corri como uma maluca para chegar ao portão de embarque, fui uma das últimas a chegar, teve gente que não teve a mesma sorte. Também ouvi comentários de pessoas sobre o voo ter tido overbooking. 
Enfim, só conseguia imaginar: imagina isso na copa?! Gezuis!
Chegando lá em Curitiba foi super tranquilo, tinha achado o Hostel  pelo Booking e escolhi pela proximidade com o local de prova. Fiquei no Curitiba Hostel, ele fica exatamente no centro cultural de Curitiba, o preço achei meio salgado para um hostel, paguei R$ 120,00 por duas diárias. Mas ó, o lugar é super bom, bem localizado e o atendimento é excelente.
Primeira parada foi no restaurante que tinha o nome de Madero, que me fez lembrar outro restaurante em Buenos Aires... hummm. Pedi uma carne mal passada ao molho mostarda dijon e batatas para acompanhar. Uma delícia, mas meio caro.

Como cheguei cedo, decidi aproveitar o tempo que tinha e fui andar pelo local, fui até o Teatro de Arame (que infelizmente estava interditado, mas deu pra ter uma noção), Jardim Botânico (Lugar lindo pra vida!) e andei pela cidade.
Ópera de Arame

Gente, que agonia que fiquei disso!
Logo abaixo corre lago artificial. E nossa! Andar por aquela estrutura vazada me deu uma vertigem que nunca tive na vida. Sério, me causou aflição. Mas resisti porque #soudessas, nunca tive medo de coisa boba assim, não era agora que ia ter. rum!

O resto da singela paisagem agarrada na Ópera de Arame, li que ela era uma antiga pedreira e quando a cidade passou por uma revitalização transformaram-na num teatro.
Esse bloco de vidro circundado guarda a calçada original da cidade, fica situada bem no centro de Curitiba. Achei lindamente bucólico.




Jardim Botânico
 O Jardim Botânico é um capítulo a parte de beleza! Que lugar lindo, queria morar lá e passar o dia inteiro só apreciando a vista!





Aliás, Curitiba é uma cidade linda e em muitos pontos me lembro Buenos Aires e até Brasília mesmo, brasiliense que sou não me acostumo em qualquer lugar do país, e olha, me acostumaria fácil lá!


Chopp Submarino - Cerveja com Steinhaeger
 Pense num treco que me fez passar mal! Nunca mais quero beber na vida (mentira).

Bar do Alemão

Feira de Domingo no Centro Cultural


Paço da liberdade - SESC

E pra finalizar Paulo Leminski nos murais da cidade. Lugar bonito e poético ;)


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Argentina - Parte IV (final)

Ao todo fiquei seis dias em Buenos Aires, faltou conhecer muitos lugares que estavam na minha lista, mas deu para ter noção do que é estar em Buenos Aires.
Comecei o relato dizendo que a temperatura estava em 30º, estava muito quente mesmo. No segundo dia, a temperatura caiu para 17º, nos demais chegou à 4º. O que me salvou foram as meias fio 80 que levei e acabei usando por debaixo do short e saia (porque né?! esperei um super verão) e uma blusa de frio que comprei na Argentina por ARS 300.
Além de visitar os pontos turísticos de praxe de Buenos Aires, também fomos ver o show de tango, pagamos em torno de R$ 150,00 ou ARS 500. Pagando esse valor teríamos direito ao transfer, show de tango (que é um espetáculo de verdade) e ao jantar, que incluía: entrada, prato principal, sobremesa e bebidas la volunté. Também ganhamos um tour pela cidade.
Tem vários restaurantes tradicionais, alguns costumam ser bem caros mesmo, optamos por um mediano (que não tem nada de mediano, mas me refiro ao valor cobrado) Madero Tango. E gente, que lugar lindo é aquele.


O Restaurante tem uma vista panorâmica de encher os olhos, que é a vista da foto abaixo que a gente consegue ver de dentro do restaurante, pois as janelas são de fora a fora.

O show dura em torno de duas horas, lindo demais, vale a pena gastar um pouco para assistir ao show de tango tradicional. É bem turístico mesmo, e só para não deixar de fora, gostaria de deixar registrado que a dançarina principal de tango é brasileira (hahah).


Esse prato era um frango ao molho de maracujá (de lamber os dedos)
 Não podia tirar foto da apresentação em si, mas, por alguns pesos, podia tirar uma foto com um dos dançarinos de tango (o fotógrafo tira, revela e paguei aproximadamente uns R$ 30,00).
No mais fomos ao Caminito, Feira de San Telmo, Estádio do Boca, Recoleta, Madero e por aí vai.

Caminito - Bairro de La Boca

Essa é a "singela" embaixada brasileira fica em Palermo, um dos bairros mais caros de Buenos Aires.
E quem vocês acham que paga a conta? ;)

Floralis Generica - Reza a lenda que ela teria que abrir durante o dia e fechar a noite. (O guia disse que não funciona)

A comida na Argentina é uma história a parte. Eles comem carne, alface, tomate e batata, e só. Nem sou necessariamente de comer tanto arroz, mas juro, eu estava enlouquecendo pela falta de arroz, então o fato de termos se hospedado num apartamento foi ótimo. Fomos até o Carrefour mais próximo e compramos arroz que eles vendem em um saco de 1kg, imagino que a procura não deve ser grande. E tive uma saga para encontrar alho, pois a comida deles não é temperada. A carne tem gosto de carne, sem tempero algum. Não é que seja ruim, só não é muito aprazível para o paladar brasileiro.
O prato típico da argentina é a parrila que é uma espécie de churrasco com tudo dentro, e juro que se perguntasse o que tinha ali, não comeria. Mas sem saber, desceu muito bem =D

Parrila
Artesanato - Feira de San Telmo

Fuck this shit! I'm going to The Ministry of Magic
Recoleta
Amei ir para Buenos Aires, tem um clima lindo, a cidade te dá uma sensação de acolhimento. E aqui adotei o lema de Mário Quintana de uma vez por todas: Viajar é mudar a roupa da alma.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Argentina - Parte III

Após a ida ao Zoo de Luján, optamos por conhecer a cidade no segundo dia. Buenos Aires é linda, bucólica e como ficamos no centro se podia ir a quase todos os lugares a pé.
Com o mapa no bolso fomos até A Casa Rosada, infelizmente era dia de semana então não conseguimos visitar, mas se for aos fins de semana é super possível fazer a visita.

Praça de Mayo
A praça fica em frente a Casa Rosada e é a praça mais importante da Argentina. Conta a história que foi palco de várias revoluções e que é sempre possível ver manifestos. No dia que fomos tinha manifestantes lá com faixas nas laterais, chamando o governo de ladrão, de assassinos. E são bem pesados os comentários estampados nas faixas. 
Em conversa com alguns argentinos, achei o povo da Argentina super politizado, detalhe: todos eles odeiam a presidenta do país. No terceiro dia fizemos um tour pela cidade e o Guia muito engraçadinho comentou que é possível saber quando a Cristina está ou não na sede do governo, pois quando ela está lá há duas bandeiras hasteadas, quando não está há apenas uma. E então completou, sempre tem só uma. Foi uma piada é claro, mas eles são bem descontentes com a forma que o Governo é conduzido e deixam isso bem claro.

Casa Rosada

Obelisco
O Obelisco é tipo assim, ok, é isso?! Cumpri minha rota de turista, próximo....
O Próximo foi meu queridinho, Cemitério da Recoleta: o lugar é o que todos dizem mesmo, um museu a céu aberto. E, eu sou a louca do cemitério, não de todos claro. Não é como se eu saísse por aí andando em cemitérios, mas sou fascinada pela expressão que a morte assume em determinadas culturas.
Cemitério da Recoleta
Agora  o túmulo que achei lindo, foi o túmulo de Liliana - reza a lenda que numa viagem ela foi morta por uma avalanche, seu pai colocou uma estátua de Liliana em tamanho real, e após a morte do cachorro de Liliana, fez uma escultura de um cachorro e colocou ao lado dela. 


Na placa logo abaixo da estátua, tem um poema em italiano escrito pelo pai:

A mia Fligia.

Solo mi chiedo il perché; Tu se partita e disfrutto hai lasciato il mio cuore; Che te solamente voleva, perché? Perché? solo il destino sà il perché e mi domando perché? Perché non si può stare senza te, perché? Tanto bella eri che la natura invidiosa ti distrusse, perché? Perché, solo mi domando se Dio c'é, con se porta via ciò che suo non è; Perché ci distrugge e lascia all'infinito il dolore! Perché? Credo al destino e no a te, perché? Perché solo sò che sempre sogno con te, perché c'é di che? Per tutto l'amore  che sente il mio cuore per te. Perché? Perché? Il tuo papá.

No bom português (nem tão bom assim, peguei a tradução na internet e fiquei com preguiça de revisar o uso dos porquês):

À minha filha, 
Somente me pergunto o porquê. Tu te fostes e deixastes meu coração destruído. O qual apenas te queria, por quê? Por quê? Apenas o destino sabe a razão, e eu me pergunto: por quê? Porque não podemos ficar sem ti, por quê? Tu eras tão bonita que a natureza, invejosa, destruiu-te. Por quê? Apenas me pergunto por que, se há um Deus, ele leva-te em seu nome. Porque ele nos destrói e nos deixa numa eternidade de tristezas! Por quê? Eu acredito no destino, não em você. Por quê? Porque apenas sei que sempre sonho contigo, por que isso? Por todo o amor que meu coração sente por ti. Por quê? Por quê? Teu papai.

Não é a coisa mais linda e mais triste?!

A menina que roubava livros

Qualquer um que me conheça, e nem precisa conhecer muito, sabe que amo livros. Em menos de um ano, troquei minha estante três vezes por cederem com o peso dos livros. Pois não basta que seja livros, é preciso que sejam físicos, digo isso, pois atualmente virou moda e-readers, tablets e etc, cumprirem a função de livros. Não tenho nada contra a tecnologia, inclusive tenho um e-reader (mais livros disponíveis), mas amo o peso do livro, o cheiro do livro, a sensação de virar a página. Tem muitos autores e livros que são caros ao meu coração, daqueles que não empresto, não dou e não vendo (mentira, super empresto! Acho que o conhecimento deve ser compartilhado, divulgado e ampliado). Tudo isso para dizer que o livro: A menina que roubava livros tem um lugar no meu coração que jamais poderá ser ocupado por outro livro.
Engraçado que comprei o livro por causa da capa (tá bom, sei que nunca se deve julgar um livro pela capa, mas julguei #soudessas), fiquei imensamente intrigada pelo fato de ser uma história contada pela morte, pelo próprio título que me chamou atenção. E ficava sempre pensando: por que raios uma menina roubava livros? No fundo, até entendia ela, mas fiquei curiosa para entender o por quê.
Ao ler o livro, descobri que era ambientado no nazismo (segundo ponto que ganhou comigo), que ela não sabia ler, mas que as palavras a fascinavam (terceiro ponto), que ela escondeu um judeu (aqui ela ganhou vários pontos, a essa altura vou parar de contabilizar) e principalmente que as palavras salvaram sua vida. Os livros sempre me proporcionaram fascinação e sempre foram meus melhores amigos quando criança. Tenho dois irmãos mais velhos que eu, nunca tive irmãs. Aprendi a ler muito cedo para suprir a falta de outras crianças com as quais eu pudesse brincar, desde então, os livros tornaram-se meus amigos, meu prazer secreto, meu refúgio. É claro que super entendia a menina que roubava livros, nos livros ela podia refugiar-se longe de toda a insanidade humana, longe daqueles que detinham o julgamento supremo, que  se nomeavam senhores da justiça e decidiam quem vivia e morria. Como não amar alguém que sabe que as palavras tem poder e não digo isso, no sentido do provérbio, mas no sentido amplo do qual abstrai-se a noção de que somente através da educação, da disseminação do conhecimento é possível diminuir um pouco o abismo da intolerância. Ok, sou meio nerd! Mas o que esperar de alguém que leu Nietzsche aos doze anos de idade?!
Eu senti de verdade e inteiramente toda a dor da menina que roubava livros e chorei loucamente sobre o livro. Importante ressaltar que li há muito tempo, quando lançou por aqui no Brasil. E era desses livros que todo mundo que eu via, quer quisesse saber ou não, dizia para ler o livro, que isso era imperioso, pois o livro era fantástico. Claro que a forma como o livro me tocou, dizia mais sobre mim do que sobre ele, mas isso não vinha ao caso.
Quando anunciaram o filme, pensei: preciso ver. Em janeiro desse ano estreou e fiquei maluca para assistir, no entanto, minha vida tem estado muito louca, mas muito mesmo. E, infelizmente, não tenho conseguido organizar o que quero e o que preciso. Tentei diversas vezes e não consegui assistir até uma semana atrás que tive uma folga e tratei de me descambar para o cinema mais próximo. Quando entrei na sala de cinema, a emoção era tanta que eu chorava descontroladamente, antes de iniciar a cena X eu já estava me debulhando em lágrimas, o motivo? Simples, o filme era tudo que esperava do livro. Quando dava sinal das próximas cenas, a imagem que criei ao ler o livro me assolava e as lágrimas já desciam anunciando o que estava por vir. 
Sim, sou chorona pra caramba com livros, filmes e séries, me apego aos personagens, entendo que a história de Liesel Meminger precisava de todo o sofrimento, assim como entendo, mas não aceito o sofrimento da Arya em GOT, #soudessas. 
A menina que roubava livros, cujas palavras salvaram a vida, não merecia tantas provações. Era apenas uma criança lidando com a vida, mas quantas crianças não existem assim? Que apenas lidam com a vida, todos os dias e que igualmente não merecem tais provações. E sim, eu chorei, chorei por todas as crianças, cujas histórias não foram contadas, mas que estão silenciosamente incluídas e cuja saga de não ser enxergada repete-se todos os dias em todos os países do mundo.
A menina que roubava livros foi apenas mais uma sobrevivente da estupidez humana (sei que não é real, só estou divagando a respeito).

Assistam o filme, leiam o livro, reflitam sobre ele. Ganha tantas estrelinhas e coraçõezinhos na minha tabela de adoração que parece até exagero.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Argentina - Parte II

No dia 10 de setembro meu voo seria às 8h e chegaria na Argentina por volta das 15h, era um verdadeiro achado dos voos, mas como nem tudo sai como a gente quer tive alguns contratempos que não me deixaram embarcar no horário determinado, explico:
Uma das pessoas que viajavam comigo era menor de idade e estava sobre minha responsabilidade (com procuração e tudo) daí que os pais dela (meus tios) tiraram apenas uma via da procuração e quando estávamos no aeroporto despachando bagagem o atendente da gol nos disse que seria necessário uma segunda via para embarcar.
Então, lá vamos nós correndo até o juiz que fica no aeroporto mesmo para pegar a segunda via, infelizmente, apesar do horário de funcionamento, estava fechado e horário do voo chegando e nada de abrir.
O jeito foi remarcar a minha passagem e a dela e deixar que meu irmão e a então namorada fossem no voo combinado. Corremos para o balcão de remarcação e conseguimos um voo ingrato que saía às 10h e chegava na Argentina às 22h, o que significa que ficaríamos no Aeroporto de Guarulhos cinco ingratas horas (o tempo mais longo da minha vida).
Após todo o drama, chegamos a Buenos Aires (coisa linda de se ver) num calor de quase 30º, e era noite! Eu suava como nunca suei em Brasília, e cá pra nós aqui é praticamente deserto. A temperatura, pelo menos essa temperatura não foi um grande susto, pois já esperávamos que estaria quente, fiquei ligada durante todo o mês no clima para arrumar a mala de acordo.
Ao chegarmos fiz a grande besteira de trocar muito dinheiro no Banco La Nacion que fica no Aeroparque mesmo, consegui uma cotação que tenho até vergonha de repetir, porque fazer isso está na lista de coisas idiotas que já fiz na minha vida.
Por isso, conselho de amiga: Nunca, jamais e em tempo algum cometa a insanidade de trocar dinheiro no câmbio oficial. Troque o suficiente para comer, se estiver com fome, e pegar o táxi, que até isso é bobagem, pois eles super aceitam o real.
Depois de dar uma de marinheira de primeira viagem, peguei um táxi na entrada do aeroporto, desci no Aeroparque que é super perto do centro da cidade, o táxi ficou em torno de 100 pesos por causa da bandeira 2. O Taxista super feliz e satisfeito foi me contando como a Avenina 9 de julho era a avenida mais larga do mundo, e como toda boa estraga prazer que sou, olhei de uma lateral a outra e entoei: não é não! Daí que ele já fechou a cara para mim, mas gente, não é, o Eixo Monumental de Brasília é muito mais largo. E daí eu disse: O Eixo Monumental de Brasília é muito maior (juro que não foi pra tripudiar, mas sou meio tapada e escapou antes que pudesse segurar).
Chegamos mortas no hotel que aliás, foi bizarro, o taxista largou a gente numa calçada e disse é só seguir aí! Ficamos tipo: Como assim, velho??!!
Aí paramos alguém para pedir informação e a primeira pessoa que paramos não era argentino, mas francês. Enfim, apesar da gentileza, meu francês tá fraco, o inglês dele e nem o meu era tão bom, agradeci e continuamos a andar. Cabe dizer que demos uma volta desnecessário, estava poucos metros da gente, mas duas tapadas num lugar desconhecido, não enxergávamos sequer o óbvio.
Ao chegar no hotel, meu irmão, longe da minha influência maligna, manipuladora e controladora, já havia comprado passeios para fazermos no segundo dia.
Acordamos cedo, tomamos café, que achei bem satisfatório. Não tinha frutas, mas de resto estávamos bem servidos, menção honrosa para as medialunas e para o doce de leite...ahhh, o doce de leite (até salivei só de lembrar).
E fomos aguardar a van que nos levaria ao primeiro passeio: Zoo Lujan.
Quando pesquisei sobre o que fazer na Argentina, o Zoo Lujan foi o primeiro passeio que estabeleci como obrigatório, podia deixar de ver a cidade inteira, mas o Zoo eu precisava ver. Queria ver como era possível a interação com os animais, entrar na jaula dos tigres e sentir essa experiência proposta por este zoo.
Lujan fica à cerca de 1h de Buenos Aires, o passeio custou em torno de R$ 90,00 e estava incluso: Transfer, ida rápida à cidade de Lujan e Zoo.
Chegamos cedo no Zoo e a primeira jaula que entramos foi a jaula do tigre.
Gostou tanto do meu carinho que queria vir embora comigo para casa.


Depois passamos para a jaula dos filhotes, nessa havia comoção, todo mundo queria entrar e não sair mais. Fiquei com pena dos bichinhos, acho que toda essa agitação deve estressá-los. Cumpri o ritual como todos de tirar fotos.


Depois tinha a jaula das araras, meu irmão se lembra bastante dessa porque levou uma cagada delas. Os tratadores catavam as araras e colocavam no seu ombro, na sua cabeça. Elas davam uns voos meio rasantes que dava um pouco de medo. Fomos também às jaulas onde estavam os pavões, macacos (os macacos eram praticamente micos, mas juntos eles faziam um barulho que parecia que o King Kong ia saltar a qualquer momento).
Depois fomos para a jaula dos ursos, vale ressaltar que nessa jaula não se podia entrar, no máximo podia alimentá-los, mas confesso que fiquei com medo, eles parecem muito mais ferozes.


Agora, ô bicho imponente é o Leão (sou leonina, posso falar), primeiro que a jaula era só dele. Segundo, quando entramos ele estava num batente paradinho ao darmos o primeiro passo ele saltou na nossa direção, juro que se não tivesse ficado congelada de medo eu teria saído correndo na direção contrária. Mas ele veio na nossa direção e só deitou.


Não façam o que eu fiz (de só colocar a mão no Leão). O tratador explicou que o carinho tem que ser forte para ele não pensar que é um bicho.
Também vimos o elefante, ele pega comida na sua mão e praticamente engole sua mão com a tromba dele, é nojento. Mas achei ele fofo demais.
Pose pra foto, Dumbo ;)
Depois fomos numa visita rápida à cidade de Lujan, lá conhecemos a Basílica de Nuestra Señora de Luján que é a padroeira da Argentina, Uruguai e Paraguai, é uma das muitas faces da virgem. E vou te contar viu, uma riqueza só a igreja, linda demais. Até eu que não sou religiosa, fiquei encantada.
A Basílica

O altar!
Esse foi o fim do primeiro dia.