Viva e deixe viver...

Viver é como estar constantemente no "país das maravilhas", por isso estou sempre no limite da razão, porque a vida é bela, insana e incerta, e como diria um cantor: " depende de como você a vê..."

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Argentina - Parte II

No dia 10 de setembro meu voo seria às 8h e chegaria na Argentina por volta das 15h, era um verdadeiro achado dos voos, mas como nem tudo sai como a gente quer tive alguns contratempos que não me deixaram embarcar no horário determinado, explico:
Uma das pessoas que viajavam comigo era menor de idade e estava sobre minha responsabilidade (com procuração e tudo) daí que os pais dela (meus tios) tiraram apenas uma via da procuração e quando estávamos no aeroporto despachando bagagem o atendente da gol nos disse que seria necessário uma segunda via para embarcar.
Então, lá vamos nós correndo até o juiz que fica no aeroporto mesmo para pegar a segunda via, infelizmente, apesar do horário de funcionamento, estava fechado e horário do voo chegando e nada de abrir.
O jeito foi remarcar a minha passagem e a dela e deixar que meu irmão e a então namorada fossem no voo combinado. Corremos para o balcão de remarcação e conseguimos um voo ingrato que saía às 10h e chegava na Argentina às 22h, o que significa que ficaríamos no Aeroporto de Guarulhos cinco ingratas horas (o tempo mais longo da minha vida).
Após todo o drama, chegamos a Buenos Aires (coisa linda de se ver) num calor de quase 30º, e era noite! Eu suava como nunca suei em Brasília, e cá pra nós aqui é praticamente deserto. A temperatura, pelo menos essa temperatura não foi um grande susto, pois já esperávamos que estaria quente, fiquei ligada durante todo o mês no clima para arrumar a mala de acordo.
Ao chegarmos fiz a grande besteira de trocar muito dinheiro no Banco La Nacion que fica no Aeroparque mesmo, consegui uma cotação que tenho até vergonha de repetir, porque fazer isso está na lista de coisas idiotas que já fiz na minha vida.
Por isso, conselho de amiga: Nunca, jamais e em tempo algum cometa a insanidade de trocar dinheiro no câmbio oficial. Troque o suficiente para comer, se estiver com fome, e pegar o táxi, que até isso é bobagem, pois eles super aceitam o real.
Depois de dar uma de marinheira de primeira viagem, peguei um táxi na entrada do aeroporto, desci no Aeroparque que é super perto do centro da cidade, o táxi ficou em torno de 100 pesos por causa da bandeira 2. O Taxista super feliz e satisfeito foi me contando como a Avenina 9 de julho era a avenida mais larga do mundo, e como toda boa estraga prazer que sou, olhei de uma lateral a outra e entoei: não é não! Daí que ele já fechou a cara para mim, mas gente, não é, o Eixo Monumental de Brasília é muito mais largo. E daí eu disse: O Eixo Monumental de Brasília é muito maior (juro que não foi pra tripudiar, mas sou meio tapada e escapou antes que pudesse segurar).
Chegamos mortas no hotel que aliás, foi bizarro, o taxista largou a gente numa calçada e disse é só seguir aí! Ficamos tipo: Como assim, velho??!!
Aí paramos alguém para pedir informação e a primeira pessoa que paramos não era argentino, mas francês. Enfim, apesar da gentileza, meu francês tá fraco, o inglês dele e nem o meu era tão bom, agradeci e continuamos a andar. Cabe dizer que demos uma volta desnecessário, estava poucos metros da gente, mas duas tapadas num lugar desconhecido, não enxergávamos sequer o óbvio.
Ao chegar no hotel, meu irmão, longe da minha influência maligna, manipuladora e controladora, já havia comprado passeios para fazermos no segundo dia.
Acordamos cedo, tomamos café, que achei bem satisfatório. Não tinha frutas, mas de resto estávamos bem servidos, menção honrosa para as medialunas e para o doce de leite...ahhh, o doce de leite (até salivei só de lembrar).
E fomos aguardar a van que nos levaria ao primeiro passeio: Zoo Lujan.
Quando pesquisei sobre o que fazer na Argentina, o Zoo Lujan foi o primeiro passeio que estabeleci como obrigatório, podia deixar de ver a cidade inteira, mas o Zoo eu precisava ver. Queria ver como era possível a interação com os animais, entrar na jaula dos tigres e sentir essa experiência proposta por este zoo.
Lujan fica à cerca de 1h de Buenos Aires, o passeio custou em torno de R$ 90,00 e estava incluso: Transfer, ida rápida à cidade de Lujan e Zoo.
Chegamos cedo no Zoo e a primeira jaula que entramos foi a jaula do tigre.
Gostou tanto do meu carinho que queria vir embora comigo para casa.


Depois passamos para a jaula dos filhotes, nessa havia comoção, todo mundo queria entrar e não sair mais. Fiquei com pena dos bichinhos, acho que toda essa agitação deve estressá-los. Cumpri o ritual como todos de tirar fotos.


Depois tinha a jaula das araras, meu irmão se lembra bastante dessa porque levou uma cagada delas. Os tratadores catavam as araras e colocavam no seu ombro, na sua cabeça. Elas davam uns voos meio rasantes que dava um pouco de medo. Fomos também às jaulas onde estavam os pavões, macacos (os macacos eram praticamente micos, mas juntos eles faziam um barulho que parecia que o King Kong ia saltar a qualquer momento).
Depois fomos para a jaula dos ursos, vale ressaltar que nessa jaula não se podia entrar, no máximo podia alimentá-los, mas confesso que fiquei com medo, eles parecem muito mais ferozes.


Agora, ô bicho imponente é o Leão (sou leonina, posso falar), primeiro que a jaula era só dele. Segundo, quando entramos ele estava num batente paradinho ao darmos o primeiro passo ele saltou na nossa direção, juro que se não tivesse ficado congelada de medo eu teria saído correndo na direção contrária. Mas ele veio na nossa direção e só deitou.


Não façam o que eu fiz (de só colocar a mão no Leão). O tratador explicou que o carinho tem que ser forte para ele não pensar que é um bicho.
Também vimos o elefante, ele pega comida na sua mão e praticamente engole sua mão com a tromba dele, é nojento. Mas achei ele fofo demais.
Pose pra foto, Dumbo ;)
Depois fomos numa visita rápida à cidade de Lujan, lá conhecemos a Basílica de Nuestra Señora de Luján que é a padroeira da Argentina, Uruguai e Paraguai, é uma das muitas faces da virgem. E vou te contar viu, uma riqueza só a igreja, linda demais. Até eu que não sou religiosa, fiquei encantada.
A Basílica

O altar!
Esse foi o fim do primeiro dia.


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