Viva e deixe viver...

Viver é como estar constantemente no "país das maravilhas", por isso estou sempre no limite da razão, porque a vida é bela, insana e incerta, e como diria um cantor: " depende de como você a vê..."

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Argentina - Parte III

Após a ida ao Zoo de Luján, optamos por conhecer a cidade no segundo dia. Buenos Aires é linda, bucólica e como ficamos no centro se podia ir a quase todos os lugares a pé.
Com o mapa no bolso fomos até A Casa Rosada, infelizmente era dia de semana então não conseguimos visitar, mas se for aos fins de semana é super possível fazer a visita.

Praça de Mayo
A praça fica em frente a Casa Rosada e é a praça mais importante da Argentina. Conta a história que foi palco de várias revoluções e que é sempre possível ver manifestos. No dia que fomos tinha manifestantes lá com faixas nas laterais, chamando o governo de ladrão, de assassinos. E são bem pesados os comentários estampados nas faixas. 
Em conversa com alguns argentinos, achei o povo da Argentina super politizado, detalhe: todos eles odeiam a presidenta do país. No terceiro dia fizemos um tour pela cidade e o Guia muito engraçadinho comentou que é possível saber quando a Cristina está ou não na sede do governo, pois quando ela está lá há duas bandeiras hasteadas, quando não está há apenas uma. E então completou, sempre tem só uma. Foi uma piada é claro, mas eles são bem descontentes com a forma que o Governo é conduzido e deixam isso bem claro.

Casa Rosada

Obelisco
O Obelisco é tipo assim, ok, é isso?! Cumpri minha rota de turista, próximo....
O Próximo foi meu queridinho, Cemitério da Recoleta: o lugar é o que todos dizem mesmo, um museu a céu aberto. E, eu sou a louca do cemitério, não de todos claro. Não é como se eu saísse por aí andando em cemitérios, mas sou fascinada pela expressão que a morte assume em determinadas culturas.
Cemitério da Recoleta
Agora  o túmulo que achei lindo, foi o túmulo de Liliana - reza a lenda que numa viagem ela foi morta por uma avalanche, seu pai colocou uma estátua de Liliana em tamanho real, e após a morte do cachorro de Liliana, fez uma escultura de um cachorro e colocou ao lado dela. 


Na placa logo abaixo da estátua, tem um poema em italiano escrito pelo pai:

A mia Fligia.

Solo mi chiedo il perché; Tu se partita e disfrutto hai lasciato il mio cuore; Che te solamente voleva, perché? Perché? solo il destino sà il perché e mi domando perché? Perché non si può stare senza te, perché? Tanto bella eri che la natura invidiosa ti distrusse, perché? Perché, solo mi domando se Dio c'é, con se porta via ciò che suo non è; Perché ci distrugge e lascia all'infinito il dolore! Perché? Credo al destino e no a te, perché? Perché solo sò che sempre sogno con te, perché c'é di che? Per tutto l'amore  che sente il mio cuore per te. Perché? Perché? Il tuo papá.

No bom português (nem tão bom assim, peguei a tradução na internet e fiquei com preguiça de revisar o uso dos porquês):

À minha filha, 
Somente me pergunto o porquê. Tu te fostes e deixastes meu coração destruído. O qual apenas te queria, por quê? Por quê? Apenas o destino sabe a razão, e eu me pergunto: por quê? Porque não podemos ficar sem ti, por quê? Tu eras tão bonita que a natureza, invejosa, destruiu-te. Por quê? Apenas me pergunto por que, se há um Deus, ele leva-te em seu nome. Porque ele nos destrói e nos deixa numa eternidade de tristezas! Por quê? Eu acredito no destino, não em você. Por quê? Porque apenas sei que sempre sonho contigo, por que isso? Por todo o amor que meu coração sente por ti. Por quê? Por quê? Teu papai.

Não é a coisa mais linda e mais triste?!

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