Viva e deixe viver...

Viver é como estar constantemente no "país das maravilhas", por isso estou sempre no limite da razão, porque a vida é bela, insana e incerta, e como diria um cantor: " depende de como você a vê..."

domingo, 28 de setembro de 2014

Show do Metallica e viagem à Sampa!

"Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João. É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi da dura poesia concreta de tuas esquinas"

São Paulo é uma cidade que nunca me interessou. Confesso, tinha uma birra com a cidade. Sou de Brasília, gosto de horizonte, de ruas amplas, de quadras em sistema cartesiano. Amo minha cidade sem esquinas,o fato de tudo ser plano, adoro a cor do céu de Brasília. E São Paulo sempre me pareceu dura, com seus prédios imensos, suas ruas de ladeira, suas avenidas. Nunca foi um lugar que eu tivesse vontade de conhecer. 
Até que foi anunciado que haveria Show do Metallica, havia perdido o dia do metal no Rock in Rio/2011 e não queria perder a chance de ver a banda. Anunciaram o show e comentei com minha parceira de show que topou de cara ir. Uma de minhas amigas de faculdade havia se mudado pra Sampa, e foi ela que me contou do show, então decidi juntar o útil ao agradável.
Primeira etapa: Ingressos. Infelizmente, quando decidimos ir não conseguimos mais pista, compramos arquibancada superior, mas tudo bem. Estaríamos lá. 


O show seria num sábado, decidimos ir na sexta e voltar na segunda de madrugada. Quando entrei em contato com minha amiga de Sampa para combinar de nos vermos, ela sugeriu que fossemos ao Metallica Day, um evento que ocorreria num barzinho chamado Manifesto Bar. Aliás, o bar é incrível, tem várias guitarras autografadas por grandes nomes do rock internacional. É um ambiente agradável, bem rock n' roll. Tocaram diversas bandas covers do Metallica. Chegamos bem tarde ao Metallica Day, pois demoramos a conseguir táxi do aeroporto até o hostel. 
Ficamos no Hostel Casa da Árvore, que aliás, super recomendo. O Hostel é bem organizado, o atendimento é bem bom. O banheiro é uma espécie de vestiário e fica no quarto. 
A primeira noite em São Paulo, fomos ao Manifesto Bar escutar Metallica para esquentar pro Show.


No outro dia, fomos andar por São Paulo. Fomos até a galeria do Rock, compramos algumas blusas, chaveiros, tranqueiras de turistas no geral. Passamos pelo cruzamento da avenida Ipiranga com a São João e foi impossível não lembrar da música (risos). Até fiz um check in no Facebook apenas para cantar o trecho da música. Depois voltamos ao hostel para descansar um pouco.
Uma coisa que achei muito legal é que tem uma máquina de livros nas estações do metrô. Achei tão incrível isso. Aliás, o metrô é fantástico também, sei que os paulistas reclamam bastante da super lotação, mas achei bem tranquilo circular por ele, e o melhor tem estação em tudo que é buraco. São várias ramificações, quem dera se o daqui fosse que nem.
Não é lindo? Cultura a um preço acessível!
Na hora de ir ao show foi uma saga. Decidimos pegar ônibus, teríamos que subir as ladeiras de São Paulo até o local onde o ônibus passava. Como o Show foi no Morumbi, não foi em um lugar de fácil acesso. Pegamos um ônibus, descemos até a rua que era indicada no google maps, e esperamos o outro ônibus que teríamos de pegar...ele não passou. 

Ficamos quase uma hora e nada. Começamos a ficar desesperadas, com medo de perder o show, então descemos para um ponto onde tinha táxis e pegamos um. Chegamos bem em cima do show. Também encontramos um amigo meu que eu conheci na Oktoberfest e que é de São Paulo e combinamos de se encontrar lá. 
Quando entramos no estádio, o céu estava limpo. Foi apenas o tempo de começar o show e começou a chover e fazer frio, não tínhamos levado capa de chuva ou blusa de frio, choveu o show inteiro. E apesar de estarmos nas últimas arquibancadas, achei o som muito bom. Foi super de boa ouvir o show, o telão era enorme.

E apesar do chuva, o show foi fantástico! Como a ideia do show era que os fãs escolhessem o repertório, vocês podem imaginar que só saíram grandes sucessos, as músicas que nunca cansamos de ouvir: Enter Sandman, Sad but true, Nothing else matters, the unforgiven, etc.
E o melhor: James Hetfield alucinando na chuva! Gente, esse homem quanto mais velho, mais perfeito fica!
Foto: vejasp.abril.com.br
Quando acabou o show ficou aquela sensação de que nada apagaria aquele momento.


Após o show, iniciamos nossa saga para voltar pra casa. E quem diria que numa cidade conhecida pela acessibilidade do sistema de transporte e onde costuma haver grandes obras e eventos, seria tão difícil sair do Morumbi. Primeiro, porque o lugar fica no meio do bairro, não tem escoamento. O show acabou meia noite, demoramos quase uma hora só pra conseguir ir pra uma avenida onde supostamente deveria haver transporte. Na chuva, no frio e procurando lugares para se esconder dos dois. Não tinha ônibus, não tinha táxi, não tinha lugares abertos. Então, achamos um habibs que obviamente tinha gente saindo pela culatra, todos se escondendo da chuva e do frio. O lugar tinha fila pra entrar pra pegar a fila pra pedir esfirra, pra esperar na fila e conseguir uma mesa (sim, estava ruim nesse nível). Depois que as meninas conseguiram comer, achamos uma marquise do outro lado que estava menos cheia e daria para sentar um pouco. Ficamos lá até quase amanhecer tremendo de frio e com uma dormindo por vez. Até que o movimento diminuiu e os táxis começaram a aparecer, foi quando conseguimos ir pro hostel. Juro que achei que o calor nunca mais ia voltar pro meu corpo. 
E agora quando voltarmos a Sampa, já sabemos que é preciso combinar com um taxista antes. Os caras combinam com as pessoas e elas realmente esperam as pessoas... é bizarro.
No outro dia fomos nos encontrar com minhas amigas (a que mora em Sampa e uma que foi fazer prova lá), combinamos de nos encontrar na cultura (e gente...pausa dramática... que lugar é aquele?!). 
Juro que queria morar lá dentro. A livraria cultura de São Paulo toma praticamente um prédio inteiro, você respira cultura. É gente sentada e esparramada por todos os cantos lendo. É lindo de se ver.
E pra fechar com chave de ouro, coffee na Starbucks!


"Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto, chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto. É que Narciso acha feio o que não é espelho"

Garota Exemplar - Gillian Flynn

Garota exemplar é um livro que traz a história do casamento de Nick e Amy, ele é contato por capítulos dos personagens que relatam suas experiências/perspectivas sobre a vida em comum. Na primeira parte temos relatos do diário de Amy e partes da vida de Nick, ajudando a construir a atmosfera das perspectivas deles com relação ao seu relacionamento. A trama envolve mentiras, amor doentio, traição e um rede intricada de suspense. 
Confesso que tinha visto o trailer no cinema antes de comprar o livro. Então, já sabia que se tratava de um suspense e que havia algo relacionado a um assassinato e que o esposo estava sendo acusado. Daí que um dia estava passeando pela livraria (faço isso constantemente quando tenho compromissos e preciso passar o tempo) e as letras de garota exemplar no livro preto ficaram pulando na minha frente e daí decidi comprar o livro. E comecei a ler, achei a história bem tranquila, um começo apresentando os personagens: quem eles são, como agem e tudo que é necessário pra que possamos nos identificar com eles.
Com o passar da leitura, fiquei absolutamente obcecada. A cada página, o comportamento das personagens iam adquirindo significado e faziam tanto sentido.
Nick é o cara sempre ordinário (no sentido de mediano), aquele que não está destinado a grandes coisas, e que apenas está por ali. Ele é escolhido por Amy porque seria o cara perfeito para Amy exemplar, e torna-se o ponto focal de Amy.
Amy é a garota que está destinada a sempre competir com a Amy exemplar (personagem de livro criada por seus pais, psicólogos). Essa necessidade de corresponder as expectativas de "eu ideal" faz com que Amy passe a dissimular o comportamento para que ele sempre esteja próximo do comportamento da Amy Exemplar.
Com isso, todas as suas atitudes e comportamentos, que beiram a sociopatia, são uma tentativa de permanecer no modelo imaginado por seus pais. Sempre em busca de se adequar a imagem do eu ideal, anulando o ideal de eu.
É um livro extremamente interessante. 

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Quando a bagunça do carro reflete a bagunça da vida...

Sempre me fascinou o fato de que a bagunça do meu carro/quarto era diretamente proporcional a bagunça da minha vida. Todas as vezes que eu me sentia afogada em trabalho e estudo, tudo ficava de pernas pro ar. E isso sempre teve uma explicação muito lógica pra mim: eu não tinha tempo. Cada segundo que gastava pra colocar a roupa no lugar era um um segundo a menos na vida, dois minutos que passava lavando o cabelo, eram dois minutos que podia estar descansando.
Toda vida fui alguém que precisava fazer mil coisas ao mesmo tempo, e talvez essa necessidade refletia algo mais profundo: uma impossibilidade de acalmar os gritos dentro de mim, então eu me distraía, preenchia o meu tempo com a vã finalidade de não prestar atenção no que meu interior falava. Pois cá pra nós, aqui dentro sempre foi uma bagunça.
E nesses dias em que a sujeira do carro refletia a sujeira da vida, aquilo começava a me incomodar e de repente eu precisava limpar e isso era como um sopro de esperança, uma certeza de que haveria um recomeço. Que talvez a limpeza exterior ajudasse a organizar a bagunça interior.
Hoje acordei com aquele incômodo que bate quando há mais sacolas e papeis no carro do que espaço pra sentar, quando a poeira do canto me parece uma camada de terra. E eu senti que a bagunça estava generalizada, arrumei o quarto porque achei que ajudaria, mas algo não estava certo. E a bagunça de dentro continuou a pulsar. E de repente me toquei que a bagunça do carro é que reflete a bagunça da vida.
E não estou particularmente pronta pra mexer nessa bagunça. Hoje acordei com preguiça do mundo, achando-me um lixo de pessoa, alguém que não merece ser feliz. E, é nessas horas que me perco.
Minha confiança inabalável de repente soa tão falso que não engana mais nem a mim. Nessas horas parece que vou desabar, pois a sujeira espalhou e não sei mais como conter.
Hoje acordei me sentindo menos. E, hoje, só por hoje o mundo não me pertence e talvez o universo conspire contra mim. Talvez seja apenas inferno astral, talvez a lua não me favoreça.
Só sei que o carro está bagunçado, desorganizado e sujo. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

Vai ter copa sim! E não me venha com chorumelas...

Os reacionários que me desculpem, mas eu vou torcer, eu vou vibrar e eu vou pintar meu rosto para a copa! Esperando que a copa das copas seja nossa! Eu sou brasileira, e antes de considerar isso um feito do governo eu entendo como um feito do País.
Sabe, eu estive nas manifestações de junho, fui as ruas, fiz minha parte. Eu lutava contra o ato médico, a cura gay e a falta de ordem no país. Não apenas por serem questões que atacavam a minha profissão, mas por atacarem diretamente os meus valores pessoais.

Eu travei e ainda travo mais discussões e batalhas acerca do preconceito e da inversão de valores do que qualquer um que eu conheça. Eu defendo a liberdade de expressão, a livre manifestação de orientação sexual, a defesa do ser humano. Eu sou contra o maniqueísmo que transforma as pessoas num ser dicotômico, como se só fossem possível duas existências, na qual x é boa e y é ruim. 
Eu fui as manifestações. Por isso, digam o que disserem... eu estava lá no dia em que quebraram o Palácio do Itamaraty, fui uma das que apesar de apoiarem os protestos, não apoiou o vandalismo, como, aliás, a grande maioria não aprovou. Porque naquele momento entendemos que não importa o protesto que fazemos, depredar nossas instituições é uma batalha contra nós mesmos e uma guerra perdida.



Eu faço a minha parte, não por achar que isso me torna melhor, mas porque minha mãe me ensinou a ser uma boa garota na tempestade. Ela sempre demonstrou que se você pode fazer algo por qualquer um, isso não é uma opção, é um dever seu. E, eu faço a minha parte. 
Realmente espero que o Brasil se torne o País que desejamos, no qual os corruptos não tenham vez, que as nossas instituições funcionem, que não seja necessário um levante popular para retomar o poder que é nosso e sempre foi. 
Eu desejo sinceramente que o governo entenda de uma vez por todas, que eles são nossos representantes e como tais, devem buscar atender a população e não seus próprios interesses.
Eu estou p* da vida como todo mundo, eu acho que não era necessário gastar mais de um 1 bilhão num estádio que não vai servir pra nada, porque não temos cultura do futebol em Brasília e como a acústica é um lixo, nem pra show o estádio de Brasília vai servir. Super acredito que todo o dinheiro utilizado estaria melhor investido na educação e na saúde.
Mas esse dinheiro foi investido numa copa do mundo, e, eu e muitos que conheço fomos as manifestações e demonstramos nossas indignação com o governo.
Só que a copa vai acontecer e eu não vou deixar que a minha raiva contra o governo estrague a minha paixão pelo futebol. Sou brasileira, eu espero quatro anos pelo mundial, eu torço como se cada erro dos jogadores matasse um pouco de mim, eu quero ser hexa. E, por isso, eu vou sim torcer pelo Brasil. E não vou transformar o meu país num campo de guerra só pra provar que a gente pode mais. Pois a Copa é muito mais do País do que do governo. Tratar os estrangeiros como se não fossem bem vindos é sujar a imagem do País, a nossa imagem. Instalar um território do terror para eles, é sujar a imagem do País, nossa imagem.
Quer mostrar toda sua indignação? Então, lembre-se que temos eleição em outubro. E vamos fazer valer nosso descontentamento lá. Pois somos nós que escolhemos os nossos representantes e somos nós que damos poder a eles. O voto é um instrumento legítimo para transformar nosso País num lugar melhor.

quarta-feira, 12 de março de 2014

I'm so tired!

Sabe quando sua mente não consegue parar? Tenho esse pequeno (enorme) problema. Deito a cabeça no travesseiro e de repente todos os pensamentos não tidos ou que necessitam de revisão me atacam, me estrangulam e giram minha cabeça me fazendo pensar e repensar em cada um deles. 
Isso ocorre com uma frequência assustadora, na maioria das vezes consigo dormir, depois de algumas horas matutando sobre cada detalhe, mas existem dias em que simplesmente não consigo desligar e passo horas a fio revirando na cama e esperando eles irem embora e me deixarem só com minha cama.
Quando estava na faculdade era comum em épocas de provas e relatórios que acontecessem esses episódios, totalmente justificados. A pressão no meu curso era assustadora, cada opinião sobre qualquer coisa tinha que conter 15 laudas e embasamento teórico de no mínimo quatro livros (sim, livros. Não artigos, não textos, LIVROS), e como meu perfeccionismo sempre foi assustador e diga-se de passagem intolerável, isso me rendia conversas esquizofrênicas entre eu e eu mesma. Sou dessas.
Na cama o debate decorria de forma impressionante, com direito a prós, contras e sínteses. Na época do TCC, precisei procurar um neurologista, pois passava dias sem dormir, num ciclo de café, sono, café, e como minha cabeça não desligava, meu corpo começou a somatizar. Explodia as mais variadas alergias, a tremedeira do olho que sabe-se aponta a necessidade do corpo desacelerar e a incontestável TPM diária. Porque sono e fome são duas coisas que me estressam horrores.
Depois de ouvir uma bronca do médico sobre o fato de eu cometer uma insanidade com o meu corpo, uma vez que tinha costume de dormir apenas 4h diárias, tinha uma rotina maluca e que não tinha tempo para descansar, continuei na mesma. Quando finalizou o curso, eu tinha tanto tempo que não sabia o que fazer com ele, preenchi da melhor forma que pude, mas ficava um vazio, então voltei para academia e passei a ocupar as noites, me voluntariei para um projeto que tinha participado ainda na faculdade, com isso ocupei meus finais de semana, entrei em outros projetos que buscavam horas que eu não possuía para cumpri-los, mas ainda assim me virei como pude. O sono ia bem, obrigada. Passei a dormir seis horas diárias, o que considero um luxo e tudo bem.
No final do ano passado, decidi que era hora de sacudir a poeira de novo. Comecei um curso que se não bastasse tomar minhas noites, também ocupava meus sábados, domingos e feriados inteiros. Eu trabalho 8h/dia e estudo à noite e ainda faço um curso sobre os conhecimentos da minha área, num período que só deus sabe.  Mas tudo bem, nesse meio tempo, como se não bastasse todo o tempo que não tenho, decidi tentar o mestrado,  e foi aí que a coisa começou a degringolar. Falhar é sempre muito pesado para mim. Todo o tempo que exijo de mim, é a parte de mim que sabe que falhar não é opção. Com a tentativa do mestrado eu estava me colocando num teste que podia retirar de mim a confiança que normalmente possuo. Isso acabou comigo. Sempre que deito, penso em todas as possibilidades que o examinador pode cobrar de mim nas provas, sobre tudo que poderia me retirar da competição. A prova oral na minha cabeça é um capítulo a parte, penso até no tipo de perguntas que eles podem fazer e elaboro as respostas convenientes. Tudo isso numa batalha entre eu e eu mesma.
Hoje tive a primeira prova, saí de lá traumatizada, pois eu estava preparada para muita coisa, mas não para a monstruosidade que foi a prova. E já prevejo uma noite em claro (outra, porque ontem já não dormi ante a perspectiva da prova) pensando em todas as respostas que eu poderia dar melhor.
E enquanto escrevo isso, percebo a real insanidade a qual me obrigo. Ninguém é infalível, mas ainda assim, a sombra da possível falha me assombra e me espreita da janela, só para me lembrar que pode ser dessa vez.
E enquanto tudo isso me vem a cabeça, escuto lá no fundo uma música dos Beatles que assinala:

"I'm so tired, I haven't slept a wink

I'm so tired, my mind is on the blink"


segunda-feira, 3 de março de 2014

Ahh o amor... esse grande trolador!

Quando criança imaginava que me apaixonar seria fácil, que encontraria o grande amor, que ele viria num cavalo branco e declararia amor eterno. Infelizmente meu sonho de amor foi posto de lado muito cedo. Freud certamente explicaria meu repúdio explícito pelo amor, tudo culpa do meu pai.
Passado os anos, fui me acostumando com a ideia de que o amor não era para mim, repeti tantas vezes isso que acreditei e não apenas eu, mas todos a minha volta. Qual não foi a minha surpresa quando outro dia, um amigo postou uma frase que lera num livro de Arthur Conan Doyle em minha página do facebook e disse: "Nossa, isso é muito sua cara". A frase era a abaixo:

" Sua inteligência fria e precisa, porém admiravelmente equilibrada, abominava todas as emoções, em especial o amor."

 A frase em questão era a descrição que o personagem de Sherlock Holmes fazia de Irene Adler. Ao ler isso na minha página e ver que as pessoas curtiam aquilo como se ratificasse a informação, fiquei pensando: quando foi que me tornei essa pessoa, cujas pessoas acreditam que repudia o amor?
Tirei isso da minha cabeça e fui ver o episódio de Grey's Anatomy, não eu não estava me punindo, eu realmente gosto de assistir e estava louca para saber o desfecho do "Caso April". 
O parágrafo a seguir contém SPOILER, simplesmente porque esse episódio me provocou uma epifania.
A escolha da April mexeu com todas as escolhas que eu já tinha feito na vida e cheguei a conclusão, que também é uma confissão, que somos geneticamente programadas para escolher os caras errados (perdoe-me a generalização, mas quem nunca acordou do lado de um caro se sentindo um lixo por ter feito de novo a péssima escolha, atire a primeira pedra). E fiquei pensando quando foi que cada escolha que fiz tornou-se apenas um padrão (ruim)? Talvez seja puro masoquismo, nós, mulheres não escolhemos a vida romântica que poderíamos ter, apenas aquela com a qual podemos lidar. Não tem um livro que diz que nós só aceitamos o amor que achamos merecer. A escolha da April não foi entre dois homens, mas sobre a perfeição que ela jamais poderia corresponder.
E, entendo a April, não gostei da escolha dela, pois como mulher acho que merecemos mais, merecemos um Mathew, mas inexoravelmente escolhemos sempre o Avery.
Sim, sei que ela no fim das contas não amava o Mathew o suficiente para esquecer o Avery, mas será? Será que tudo isso não se resumiu ao não ser capaz de retribuir tal amor? Pergunto-me, pois nunca escolho o cara perfeito, sempre o cara que vai me magoar.
É engraçado, já tenho uma lista pronta, sei exatamente como e quando vou ser magoada pela escolha da vez. E não tenho ideia de quando foi que eu passei a merecer menos amor, quando deixei de acreditar no príncipe encantado e passei apenas a não acreditar no amor.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Curitiba

No fim do ano passado, tive a oportunidade de conhecer Curitiba. Sou apaixonada pelo sul do Brasil, acho o clima lindo e sou encantada com as cidades. Não conhecia Curitiba, mas saiu concurso para minha área no Tribunal de Justiça do Paraná e me inscrevi para ter noção de como era os concursos fora de Brasília (porque aqui em Brasília o que faz a economia girar são os concurseiros de plantão, por isso o nível é sempre tão alto. Aqui a neura é tão grande que existem faculdades de concurso). 
Nisso juntei o útil ao agradável! Fui dar um pulo em Curitiba, numa viagem de final de semana. Sim, curta assim!
Apesar de curta, minha saga foi longa. Começou que meu voo era muito cedo no sábado e enrolei tanto que saí de casa já atrasada, indo para o aeroporto meu irmão fechou um cara que bateu no alambrado da rodovia. Na realidade, não foi exatamente culpa do meu irmão, o cara estava no celular e assustou quando viu alguém de repente na frente dele, enfim, depois de uma discussão e troca de números de celular. Fomos para o aeroporto, chegando lá, encontramos o caos.
Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek
07/12/2013
Gente, juro que nunca vi o aeroporto do jeito que estava nesse dia, e eu atrasada né! Estava muito longe ainda de despachar a bagagem quando escutei a moça chamando os passageiros do meu voo, segui-a para despachar a bagagem, o voo estava na última chamada e como o aeroporto estava reformando corri como uma maluca para chegar ao portão de embarque, fui uma das últimas a chegar, teve gente que não teve a mesma sorte. Também ouvi comentários de pessoas sobre o voo ter tido overbooking. 
Enfim, só conseguia imaginar: imagina isso na copa?! Gezuis!
Chegando lá em Curitiba foi super tranquilo, tinha achado o Hostel  pelo Booking e escolhi pela proximidade com o local de prova. Fiquei no Curitiba Hostel, ele fica exatamente no centro cultural de Curitiba, o preço achei meio salgado para um hostel, paguei R$ 120,00 por duas diárias. Mas ó, o lugar é super bom, bem localizado e o atendimento é excelente.
Primeira parada foi no restaurante que tinha o nome de Madero, que me fez lembrar outro restaurante em Buenos Aires... hummm. Pedi uma carne mal passada ao molho mostarda dijon e batatas para acompanhar. Uma delícia, mas meio caro.

Como cheguei cedo, decidi aproveitar o tempo que tinha e fui andar pelo local, fui até o Teatro de Arame (que infelizmente estava interditado, mas deu pra ter uma noção), Jardim Botânico (Lugar lindo pra vida!) e andei pela cidade.
Ópera de Arame

Gente, que agonia que fiquei disso!
Logo abaixo corre lago artificial. E nossa! Andar por aquela estrutura vazada me deu uma vertigem que nunca tive na vida. Sério, me causou aflição. Mas resisti porque #soudessas, nunca tive medo de coisa boba assim, não era agora que ia ter. rum!

O resto da singela paisagem agarrada na Ópera de Arame, li que ela era uma antiga pedreira e quando a cidade passou por uma revitalização transformaram-na num teatro.
Esse bloco de vidro circundado guarda a calçada original da cidade, fica situada bem no centro de Curitiba. Achei lindamente bucólico.




Jardim Botânico
 O Jardim Botânico é um capítulo a parte de beleza! Que lugar lindo, queria morar lá e passar o dia inteiro só apreciando a vista!





Aliás, Curitiba é uma cidade linda e em muitos pontos me lembro Buenos Aires e até Brasília mesmo, brasiliense que sou não me acostumo em qualquer lugar do país, e olha, me acostumaria fácil lá!


Chopp Submarino - Cerveja com Steinhaeger
 Pense num treco que me fez passar mal! Nunca mais quero beber na vida (mentira).

Bar do Alemão

Feira de Domingo no Centro Cultural


Paço da liberdade - SESC

E pra finalizar Paulo Leminski nos murais da cidade. Lugar bonito e poético ;)


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Argentina - Parte IV (final)

Ao todo fiquei seis dias em Buenos Aires, faltou conhecer muitos lugares que estavam na minha lista, mas deu para ter noção do que é estar em Buenos Aires.
Comecei o relato dizendo que a temperatura estava em 30º, estava muito quente mesmo. No segundo dia, a temperatura caiu para 17º, nos demais chegou à 4º. O que me salvou foram as meias fio 80 que levei e acabei usando por debaixo do short e saia (porque né?! esperei um super verão) e uma blusa de frio que comprei na Argentina por ARS 300.
Além de visitar os pontos turísticos de praxe de Buenos Aires, também fomos ver o show de tango, pagamos em torno de R$ 150,00 ou ARS 500. Pagando esse valor teríamos direito ao transfer, show de tango (que é um espetáculo de verdade) e ao jantar, que incluía: entrada, prato principal, sobremesa e bebidas la volunté. Também ganhamos um tour pela cidade.
Tem vários restaurantes tradicionais, alguns costumam ser bem caros mesmo, optamos por um mediano (que não tem nada de mediano, mas me refiro ao valor cobrado) Madero Tango. E gente, que lugar lindo é aquele.


O Restaurante tem uma vista panorâmica de encher os olhos, que é a vista da foto abaixo que a gente consegue ver de dentro do restaurante, pois as janelas são de fora a fora.

O show dura em torno de duas horas, lindo demais, vale a pena gastar um pouco para assistir ao show de tango tradicional. É bem turístico mesmo, e só para não deixar de fora, gostaria de deixar registrado que a dançarina principal de tango é brasileira (hahah).


Esse prato era um frango ao molho de maracujá (de lamber os dedos)
 Não podia tirar foto da apresentação em si, mas, por alguns pesos, podia tirar uma foto com um dos dançarinos de tango (o fotógrafo tira, revela e paguei aproximadamente uns R$ 30,00).
No mais fomos ao Caminito, Feira de San Telmo, Estádio do Boca, Recoleta, Madero e por aí vai.

Caminito - Bairro de La Boca

Essa é a "singela" embaixada brasileira fica em Palermo, um dos bairros mais caros de Buenos Aires.
E quem vocês acham que paga a conta? ;)

Floralis Generica - Reza a lenda que ela teria que abrir durante o dia e fechar a noite. (O guia disse que não funciona)

A comida na Argentina é uma história a parte. Eles comem carne, alface, tomate e batata, e só. Nem sou necessariamente de comer tanto arroz, mas juro, eu estava enlouquecendo pela falta de arroz, então o fato de termos se hospedado num apartamento foi ótimo. Fomos até o Carrefour mais próximo e compramos arroz que eles vendem em um saco de 1kg, imagino que a procura não deve ser grande. E tive uma saga para encontrar alho, pois a comida deles não é temperada. A carne tem gosto de carne, sem tempero algum. Não é que seja ruim, só não é muito aprazível para o paladar brasileiro.
O prato típico da argentina é a parrila que é uma espécie de churrasco com tudo dentro, e juro que se perguntasse o que tinha ali, não comeria. Mas sem saber, desceu muito bem =D

Parrila
Artesanato - Feira de San Telmo

Fuck this shit! I'm going to The Ministry of Magic
Recoleta
Amei ir para Buenos Aires, tem um clima lindo, a cidade te dá uma sensação de acolhimento. E aqui adotei o lema de Mário Quintana de uma vez por todas: Viajar é mudar a roupa da alma.